Dicas

Papas de aveia voltam aos pequenos-almoços portugueses. 


Boa tarde leitores.

Hoje trago um tema bem importante para a alimentação. Aproveito e tiro algumas dúvidas que têm surgido de seguidores meus.

Hoje vamos falar de um alimento, ou melhor, superalimento. Este produto merece destaque sem dúvida.
Estou a falar da aveia. 

Tenho uma certa noção que a aveia, antigamente, era um alimento usado por classes com baixo poder económico, por ser um cereal barato e que rende bastante. Havia a distinção, meninos pobres comiam aveia e meninos ricos comiam os ditos cereais bons de marca (para mim açucares). 

Por outro lado as pessoas têm ideia que a aveia é um inimigo na alimentação, um verdadeiro monstro. Ainda oiço dizer que não se deve comer aveia porque engorda horrores. 

Ultimamente, de uns anos para cá, quando pesquisamos receitas e receitas saudáveis ou dentro de uma alimentação mais natural e equilibrada, vemos este cereal a aparecer muitas vezes. Ah pois é...

Porquê a aveia?

A aveia é um cereal, hidrato de carbono com muita quantidade de fibra solúvel e não insolúvel. 
FIBRA SOLÚVEL: é este requisito que torna este alimento funcional, pois para além de diminuir a absorção de gordura e açúcar no intestino, em doses adequadas estimula a perda de peso mas é um ótimo aliado para quem quer ganhar massa muscular/massa magra/peso. 
A parte insolúvel da aveia é importante pois tem efeitos anti-cancerígenos. 
Vários estudos comprovam que a aveia é ótima para controlar o colesterol, retarda o envelhecimento e o aparecimento de doenças e melhora o nosso sistema imunitário.  

Outras razões de usar a aveia?

  • nada melhor que papas de aveia para aquecer a nossa manhã;
  • versátil, dá para ser usada nas saladas, no preparo de massas, pão, bolos, mingaus, sumos...entre outras;
  • Evita os tais picos hipoglicémicos;
  • prolonga o efeito da saciedade; 
  • Rica em vitaminas e minerais;
  • Um dos grãos com maior valor proteico. 

Deixo-vos a tabela nutricional dos flocos de aveia integrais da marca Salutem (um exemplo): 



As principais versões da aveia são:

  • Flocos: o grão permanece integralmente prensado, ou seja, conserva os seus nutrientes. 
  • Farelo: provém da camada externa do grão, por isso apresenta maior quantidade de fibras.
  • Farinha: ótima alternativa à farinha branca de trigo. Perde em quantidades de fibra em relação às anteriores. Por isso a melhor maneira é moer em casa os flocos de aveia para obter a farinha. 

Agora vem a melhor parte...vou deixar a maneira como eu faço as papas de aveia e as mil e uma maneiras de come-las sem me fartar. Ou melhor, eu não me farto, são fantásticas.

1º A base das papas:
  • A quantidade de aveia depende dos vossos objetivos (perder/ganhar peso). Eu por exemplo uso normalmente 4 a 5 colheres de sopa cheias (a contar que cada uma tenha 10 gr de aveia) pois quero aumentar de peso. 
  • Liquido a usar: há quem faça com água mas eu prefiro com leite. Como não bebo leite de vaca uso normalmente o leite de soja (o menos açucarado possível). Já experimentei com leite de amêndoa e ficou divinal. 
  • Segredos: muito importante e não pode faltar, o pau de canela e raspa/casca de limão. 
  • Fogão: colocar tudo na panela/cafeteira e deixar cozinhar até ficar em papa. O processo demora entre 5 a 10 minutos. Eu uso sempre os flocos grossos e integrais, dão um sabor mais agradável. 
Quando faço ao pequeno-almoço e tenho pressa e não quero queimar a garganta, mal as papas estejam prontas coloco-as no frigorífico enquanto preparo o resto das coisas. Excelente dica.

Agora a outra parte melhor.

2º A cobertura das papas

Aqui dá para variar imenso. Fruta, sementes, frutos secos e desidratados, queijos...entre outros. Por norma uso as sementes, fruta e fruta desidratada. Vou deixar algumas fotos com a indicação da cobertura utilizada para experimentarem ;)

Agora digam, não é melhor comer a aveia do que esses cereais processados do supermercado? 
Então estão à espera de quê?

Um beijinho enorme e boas receitas. 

Direita: sementes de girassol, linhaça moída, coco tostado e pêssego.
Esquerda: Linhaça moída, sementes de girassol e frutos secos.

Direita: sementes de girassol, linhaça moída e bagas de Goji.
Esquerda: sementes de girassol, mix linhaça moída&goji berries e sementes de chia.
Direita: linhaça moída, coco tostado, pepitas de cacau cru e dried cranberries
(Outros Montes)
Esquerda: base da papa com cacau em pó (Outros Montes), linhaça moída,
coco tostado e pêssego. 

Direita: sementes de cânhamo, mix linhaça moída&goji berries e nozes picadas.
Esquerda: sementes de girassol, linhaça moída e coco tostado.



Febre pela vida saudável - cuidados a ter

É notório que a época da “boa forma e dietas” está oficialmente aberta. Começamos a ver cada vez mais páginas de Facebook, contas no Instagram, perfis no Twitter de pessoas a partilhar como será a missão “Bikini2015”. Na televisão já vemos notícias relacionadas com a procura de ginásios e espaços para a prática de actividade física e a maior procura de profissionais de nutrição. 

No que toca a dietas e a exercício, toda a informação conta, até aquela que está errada. Quem é acompanhado por profissionais de desporto e nutrição tem um bom acompanhamento, para quem o faz só porque a vizinha do lado partilhou corre os riscos de cometer sérios danos. 

A informação que se encontra principalmente na Internet deve ser triada, ou seja, não devemos acreditar em tudo o que vemos e lemos sem trocar informações com alguém da área ou que perceba minimamente do assunto. Para quem não tem esta possibilidade deve estudar um pouco antes de cometer qualquer tipo de regime ou executar qualquer tipo de plano de treino. 

Sabemos que alimentação é uma das chaves para o sucesso do bem-estar de um individuo, desde que seja conciliado com prática de actividade física e descanso. Não podemos comer e treinar igual a uma pessoa que tenha objectivos completamente diferentes, cada treino e alimentação deve ser adequado aos seus objectivos de modo a que se sinta bem e confortável. Demasiada restrição, demasiado treino e pouco descanso não leva a bons resultados. 

Na alimentação é necessário termos muito cuidado. Aquilo que comemos ditará o sucesso ou não. Devemos sempre escolher os produtos mais simples, os mais naturais possíveis e menos processados. E é sobre a indústria de alimentos processados que vou abordar hoje. 

Tudo começa com a publicidade. Aquelas marcas que aparecem na televisão, nas revistas, placares de rua são apelativas com aquelas denominações de integrais, diet, saudável, magro. São produtos de fácil acesso e práticos, o que facilita a vida a muita gente. 

Começando pelas bolachas e cereais ditos integrais, muitas das marcas que vemos no mercado (sejam marca branca ou marca conhecida) são tudo menos integrais. Quando damos nome a algo “integral” quer dizer que a sua constituição é feita maioritariamente por cereais integrais. Como confirmamos isso? Lendo a sua tabela nutricional. Os cereais integrais (ou farinha integral) devem vir em 1º lugar e em boa percentagem. O que acontece em muitas é que a farinha de trigo branca vem em 1º lugar e depois vemos 10 a 20% de farinha integral. Isto não são produtos integrais. Outra coisa muito habitual que vemos é bolachas e cereais sem açúcares adicionados. Se estão perante estes produtos consultem a lista de ingredientes e reparem se não estão açucares escondidos tais como: xarope de açúcar, xarope de glucose, frutose, xarope de milho, lactose, dextrose, maltodextrina. De certeza que essas bolachinhas têm estes ou outros açúcares ditos “escondidos”. Que outros ingredientes vemos em comum nas bolachas e cereais integrais processados? Gorduras adicionadas (gorduras trans, hidrogenadas, gorduras vegetais, óleo de palma, óleo de colza, óleo de soja, entre outras). Estas gorduras são responsáveis pelo processo de inflamação de certos órgãos e consequentemente a acumulação de gordura. Para não falar de outros ingredientes como corantes, aromas artificais e reguladores de acidez. 

Depois de ler este bocado, não seria mais fácil consumir cereais naturais como a aveia, cevada e centeio, que até saem mais baratos na nossa carteira? E usarmos fonte de açúcar mais natural como mel e a fruta? 

Se isto acontece em bolachas e cereais imaginem em iogurtes e cremes vegetais para barrar. Sim os cremes vegetais para barrar são dos produtos mais processados e que mais inflamam o organismo pois são compostas por gorduras trans ao contrário do que acontece com a manteiga de animais de pasto que é rica em gordura saturada e que nada ou pouco tem a ver com as causas de obesidade e problemas cardíacos (quando consumida em moderação). 

Para terminar falo um bocado sobre as alternativas ao leite. Sabemos que este assunto tem sido uma discussão constante. Artigos comprovam que o consumo de leite está relacionado com algumas patologias e outros artigos comprovam que os lacticínios são um alimento rico em cálcio e vitaminas e que deve fazer parte da nossa mesa. Estudos são estudos e nada ainda comprova a 100% que o leite seja um veneno. Para quem é intolerante sim, para quem não sofre de nenhuma alergia e que até agora não tem notado nenhum problema com o seu consumo penso que o deva continuar desde que seja em moderação (em forma de leite, iogurtes e queijos). Para quem acha que o leite é um veneno e bebe as bebidas vegetais industrializadas como alternativa, que pense um bocado e veja que não está a tomar a opção mais correta. A maioria destas bebidas são tudo menos vegetais dado que deviam apenas ter na sua constituição água, o cereal e se for o caso sal marinho. Mas o que acontece é que para além destes 3 ingredientes vemos: açucares, óleos vegetais, espessantes e outros ingredientes inflamatórios. No ato da compra tome atenção a isto e faça a sua bebida vegetal em casa que sai bem mais barato e mais saudável. 

São estas pequenas mudanças que geram os grandes sucessos.
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